sábado, 20 de outubro de 2012

Guerra do Peloponeso

A Guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas (centro político e civilizacional por excelência do mundo do século V a.C.) e Esparta (cidade-estado de tradição militarista e costumes rigorosos), de 431 a 404 a.C. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas. As relações entre Atenas e Esparta eram tensas. Tudo pela disputa da hegemonia (superioridade) grega. As cidades de Esparta, Corinto, Tebas e Mégara aliaram-se contra Atenas, dando início à Guerra do Peloponeso, que durou 27 anos, envolvendo quase todas as cidades-estados gregas, e provocou o enfraquecimento da Grécia. Esparta venceu a Guerra do Peloponeso após a rendição de Atenas em abril de 404 a.C., acatando as condições de paz desastrosas. O declínio de Atenas marca a ascensão de Esparta. A importância desta guerra reside também no fato de ter envolvido quase todos os Estados gregos, além de ter registrado um número sem precedentes de homens em armas e um elevado consumo de recursos materiais. O poder naval foi fundamental. Anteriormente, as guerras tinham um caráter de curta duração, baseada na infantaria (hoplitas) e poucos combatentes, sem grandes estratégias e investimentos logísticos, com um carácter simples e com o seu fim a depender de cadências pela fome ou fuga de uma facção. A Guerra do Peloponeso foi diferente: grandes blocos de Estados, várias áreas de combate, com estratégia definida e dependendo da ação de Esparta (uma potência terrestre) ou Atenas (uma potência naval e detentora de um império financeiro e comercial). Completa: 1. A Guerra do Peloponeso foi entre _________________ e _____________________. 2. Os hoplitas eram__________________________________________________________. 3. Cidades-estado que se aliaram contra Atenas:______________________________. 4. A história da Guerra do Peloponeso foi registrada por_____________________. 5. Venceu a Guerra do Peloponeso:____________________________________________. 6. A Guerra do Peloponeso ocorreu porque_____________________________________. Responde: 1. Qual a importância da Guerra do Peloponeso? 2. O que diferencia a Guerra do Peloponeso de outras guerras da antiguidade? 3. Por que as relações entre Esparta e Atenas eram tensas? 4. Quando a supremacia espartana começou a chegar ao fim? Coque V ou F. Justifique as falsas. ( ) Esparta liderava a Liga Marítima. ( ) Atenas liderava a Liga terrestre do Peloponeso. ( ) Esparta apoiava os regimes democráticos. ( ) Atenas apoiava as oligarquias, o governo concentrado nas mãos de poucos. ( ) A guerra começou em 431 a.C. quando Corinto solicitou auxilio ateniense para lutar contra Esparta.

domingo, 23 de setembro de 2012

O trabalho no Brasil desde 1930

Dos anos 1930 aos dias atuais. • 1939 - Criação da Justiça do Trabalho. • 1943 - CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) • 1946, 1964 e 1989 - Leis regulando a greve. • 1949 - Lei do repouso semanal remunerado. • 1962 - Lei do 13º salário. • 1966, 1989, 1990 - Leis do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) • 1972 - Lei do empregado doméstico. • 1973 - Lei do trabalho rural. • 1976 - Lei do plano de alimentação do trabalhador. • 1985 - Lei do vale-transporte. • 1988 - Constituição Federal do Brasil. • 1990 - Lei do seguro-desemprego. A partir de 1930, com a Era Getúlio Vargas, houve sistematização das normas trabalhistas existentes, desenvolvendo-se autonomia deste novo ramo. Com o crescimento da industrialização, surge a necessidade de uma disciplina das relações de trabalho, cria-se então, a Justiça do Trabalho. Trabalho informal O trabalho informal é o tipo de trabalho desvinculado a qualquer empresa, ou seja, é o trabalho indireto onde não há vínculo empregatício por meio de documentação legalizada. No decorrer do tempo, o homem foi substituído por máquinas fazendo com que mais pessoas passassem para a condição de desempregados. Como maneira mais fácil e honesta, as pessoas se tornaram trabalhadoras de rua (camelôs) que apesar de não lhes oferecer garantias e benefícios, como férias, décimo terceiro salário, hora extra remunerada, FGTS, licença maternidade-paternidade, seguro desemprego e outros conseguem o sustento da família mantendo assim seu padrão de vida. Nos tempos atuais, o trabalho informal atinge aproximadamente 50% da ocupação dos brasileiros. Empregada doméstica Apenas recentemente, pela Lei n.º 11.324, de 19 de julho de 2006, os trabalhadores domésticos firmaram direito a férias de 30 dias, obtiveram a estabilidade para gestantes, direito aos feriados civis e religiosos, além da proibição de descontos de moradia, alimentação e produtos de higiene pessoal utilizados no local de trabalho. Escravidão no mundo contemporâneo Pela lei a escravidão é extinta. Porém, a escravidão continua em muitos países, porque as leis não são aplicadas. Hoje em dia existe pelo menos 27 milhões escravos no mundo. Principalmente em países árabes e outros países muçulmanos existem ainda escravos tradicionais. A caça de escravos negros, visando a moças e crianças bonitas para serem escravas domésticas ou ajudantes para vários trabalhos, existe principalmente no Sudão. Na escravatura branca (tráfico humano para a prostituição forçada) se encontram presas milhões de moças, principalmente de regiões pobres e países onde a prostituição tem tradicionalmente muito peso. As meninas são aliciadas com falsas promessas, vendidas e tem que se prostituir. Responde 1. O que é trabalho informal? Cite exemplos de trabalho informal. 2. Quais os direitos conquistados pelos trabalhadores domésticos, em 2006? 3. Atualmente, ainda existe escravidão? Que tipo de trabalho escravo estão submetidos os negros hoje? Que tipo de trabalho escravo estão submetidos os brancos? O que fazer para acabar a escravidão? 4. Faça uma lista de trabalhos valorizados e de trabalhos desvalorizados no Brasil.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ser brasileiro

Sei que sou brasileiro e não americano, porque gosto de comer feijoada e não hambúrguer; porque sou muito desconfiado de tudo que vem do governo; porque vivo no Rio Grande do Sul e não em Nova York; porque falo português e não inglês; porque, ouvindo música popular distingo imediatamente um sertanejo de um samba; porque para mim futebol é praticado com os pés e não com as mãos (...) porque, no carnaval trago minhas fantasias; porque diante de um pesado ‘não pode’, posso dar um ‘jeitinho’; porque entendo que ficar ‘em cima do muro’ é algo necessário e prático no meu país; porque acredito em santos católicos e também nos orixás africanos; porque sei que existe destino e, no entanto, tenho fé no estudo, na instrução e no futuro do Brasil; porque sou leal a meus amigos e nada posso negar a minha família; porque,finalmente, sei que tenho relações pessoais que não me deixam caminhar sozinho neste mundo,como fazem os meus amigos americanos, que sempre se vêem e existem como indivíduos!
(Adapatado de: DAMATTA, Roberto. 1986. O que faz o brasil, Brasil ? Rio de janeiro: Rocco, p.16)



Indígenas em Chapecó/SC. Fotografia: Mauro Dillmann


I – Responda as questões abaixo numa folha para entregar.
1. Assim como fez o autor, produza uma lista que identifique seu jeito de ser brasileiro. Você pode começar com: “sou brasileiro porque (gosto, como, danço, jogo)...”. Siga o exemplo do texto.
2. Quando os portugueses chegaram nesta terra, o país Brasil ainda não existia. Mas já existiam os índios, que depois, também construíram o Brasil. Hoje, o que fazem os índios na sociedade brasileira?
3. Como viviam os índios antes de 1500?
4. Para você, o que é ser brasileiro?

II – Formem grupos.
Cada grupo (de 2 ou 3 estudantes) deve recortar pequenas imagens (revistas e jornais) e palavras que indiquem o que é ser brasileiro hoje.Considere as etnias, os nossos costumes, nossas tradições, música, arte, história, etc. Entregar para o professor!